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Ministério da Cultura debate projetos e incentivos em Ijuí

Postada 11/10/2017



Para o secretário municipal de Cultura, Esporte e Turismo, Sérgio Côrrea, foi um “privilégio” abrir mais uma edição da Expo-Ijuí/Fenadi com a realização de um evento em parceria com o Ministério da Cultura. Promovido ontem, junto à Casa do Produtor do Parque de Exposições Wanderley Burmann, o evento contou com a temática “Desenvolvimento regional e incentivo fiscal federal”. 
“O Ministério da Cultura vem para Ijuí para mostrar a sua importância aos municípios da região, além de revelar como é possível desenvolver bons projetos, capazes de captar recursos federais”, destacou o secretário, lembrando que representantes de quase 30 municípios participaram do evento, que teve sequência ao longo do dia. Eles representavam a Associação dos Municípios das Missões (AMM), Associação dos Municípios do Alto Jacuí (Amaja), Associação dos Municípios da Região Celeiro (Amuceleiro) e Associação dos Municípios do Planalto Médio (Amuplam). “Provocamos as prefeituras e entidades civis que tanto pedem recursos, mas que não estão organizadas para elaborar projetos”, reforçou o secretário.
O evento foi aberto com a fala do representante da regional Sul do Ministério da Cultura, Álvaro Franco, que, dentro da temática proposta, trouxe informações às pessoas que têm interesse em leis federais de incentivo. “Nosso objetivo foi mostrar quais oportunidades estão disponíveis, a exemplo da Lei Rouanet, para o desenvolvimento da cultura, que também está associada ao turismo”, destacou.
Sobre a ação da Regional Sul, Álvaro destacou que o Ministério da Cultura mantém estas ações descentralizadas, nos estados, com o objetivo de apoiar os proponentes das leis de cultura, no trâmite de seus processos; além de garantir uma aproximação com os municípios e alertar sobre as oportunidades. “A lei de incentivo, como o próprio nome diz, é uma renúncia fiscal, que atinge as empresas. E as empresas podem fazer investimentos nestes projetos que foram previamente aprovados. O papel do Ministério é o de indutor, de fazer com que as empresas, municípios e associações se envolvam neste trabalho.”
Em contato com o Grupo JM, Álvaro também fez uma avaliação sobre o trabalho que vem sendo desenvolvido pela União das Etnias de Ijuí (Ueti) e da articulação para que a cidade torne-se a Capital Nacional das Etnias. “É singular”, apontou, “e cabe ao Ministério da Cultura fazer esse reconhecimento. A nossa riqueza é feita da diversidade, ou seja, do que vem sendo trabalhado aqui. Então, uma entidade que promove a cultura, desta forma, ela está em sintonia com o que há de melhor sociedade.”
Ainda pela manhã, o evento contou com a fala do presidente da Associação Riograndense de Fundações, Clódis Xavier – uma entidade sem fins lucrativos, que acompanha a mobilização do terceiro setor pelo Estado. “Nosso objetivo foi propor uma reflexão acerca da importância de retermos os recursos de incentivo federal ou estadual na região, no sentido de promover o desenvolvimento social”. Xavier destacou que há uma gama de leis, mas que poucas pessoas estão sendo beneficiadas, por desconhecimento. “Temos a cultura da não doação. As pessoas são resistentes e não aderem a uma causa social - o que queremos reverter, incentivando que pessoas físicas e jurídicas façam a doação de parte do seu Imposto de Renda."


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