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Economia

FCDL busca alternativas para a crise

Postada 15/09/2017



Nesta semana, o IBGE divulgou dados sobre as vendas no varejo em todo o País. Segundo os dados, após três meses seguidos de alta, as vendas ficaram estáveis no mês de julho. A explicação é a de que várias atividades do setor replicaram os resultados de junho, não apresentando crescimento de vendas.

No Rio Grande do Sul, por outro lado, a pesquisa mostrou retração forte nas vendas de estabelecimentos como lojas de roupas. Na comparação com o mês de junho, julho teve queda de 2,1% no volume total comercializado. O resultado ruim também combina com uma queda no setor nos últimos 12 meses, já que no período a retração no varejo é de 0,4%.

"Nós temos percebido uma retomada gradativa, mas lógico que isso está longe daquilo que a gente precisa e espera", avalia o presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado (FCDL-RS), Vitor Augusto Koch. A perspectiva positiva apresentada pela entidade se dá nos números de 2017. Apesar da queda no recorte anualizado, os sete meses analisados até agora mostram alta de 3,4% nas vendas do varejo gaúcho.

Uma das razões para isso tem sido as alternativas buscadas pelos varejistas, a fim de enfrentar problemas como a falta de crédito por parte dos consumidores. "O varejo tem sido muito dinâmico. Ser empreendedor varejista atualmente se tornou quase que uma acrobacia, porque precisamos reagir rápido aos movimentos do mercado. A FCDL defende muito que, se o lojista tem capacidade de financiamento próprio, faça a retomada do velho e tradicional carnê, que financia diretamente o cliente. No nosso negócio, a lucratividade não é exclusivamente financeira, mas advém mais da rotatividade dos produtos. Ao financiar diretamente o cliente, o juro fica muito mais atraente, ampliando possibilidades", explica o presidente da Federação.

A estratégia é a de fugir das taxas de juros mais altas, como o rotativo do cartão, que endividou muitos consumidores. "O juro alto é inimigo do negócio, porque aumenta o preço dos produtos, restringe o crédito e freia a economia", resume Koch.


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